Covid-19 EMBARCAÇÃO TURÍSTICA DO DOURO DESPEDE TODOS OS TRABALHADORES

A empresa de embarcação turística cipriota Edelweisws Gastro Ltd, que labora no rio Douro está a despedir todos os seus 30 trabalhadores e ainda não pagou os direitos. Esta empresa, com sede no Chipre, mandou uma carta a todos os trabalhadores para obter o acordo destes na revogação do contrato de trabalho com efeito a 31 março, mas informou que não vai pagar o salário de março na totalidade, que vai pagar apenas os dias que os trabalhadores efetivamente trabalharam em março, ou seja, vai pagar 5 ou 6 dias a cada trabalhador. Além disso, a empresa ainda não tratou do modelo para o desemprego, que aliás será de difícil acesso, pois a empresa fazia os descontos para a segurança social do Chipre e terá de ser a segurança social deste país a reconhecer este direito. Porto, 31 de março de 2020 A Direção

Confeitaria Mónica não pagou os salários de fevereiro e março aos trabalhadores

A Confeitaria Mónica de Santo Tirso, com 4 estabelecimentos e 18 trabalhadores, não vai pagar o salário de fevereiro e de março aos trabalhadores. A empresa tem dividas ao fisco e por isso não vai poder recorrer ao lay-off. Aqui está uma situação, como milhares a nível nacional, em que os trabalhadores ficam sem qualquer proteção social, porque o Governo, embora avisado, não teve em conta estas situações, não criou o fundo especial proposta pele FESAHT, nem tomou nenhuma outra medida de proteção direta aos trabalhadores. O sindicato vai solicitar a intervenção urgente da ACT. Entretanto, resta aos trabalhadores requererem, eles próprios, a suspensão do contrato de trabalho, que, por não ter sido flexibilizados os procedimentos, poderão não receber o respetivo subsídio em abril. Porto, 30 de março de 2020 A Direção

TERMAS DE VIZELA VOLTAM A NÃO PAGAR SALÁRIOS

A Tesal, que explora há 8 anos o balneário termal e o Hotel das Termas de Vizela não pagou o salário de fevereiro aos trabalhadores. A empresa informou os 18 trabalhadores que requereu o lay off mas que este está suspenso devido a dividas à segurança social. A Tesal encerrou o balneário dia 21 de novembro de 2019 por ordem da delegação de saúde. Para além dos salários, há outros direitos dos trabalhadores que a empresa não está a respeitar. O sindicato já solicitou a intervenção da inspeção do trabalho. Além disso, o sindicato solicitou à Camara Municipal de Vizela que intercedesse junto da empresa para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, pois foi a Câmara Municipal que concessionou as termas à Tesal. Os trabalhadores estão receosos com a falta de salários e o futuro dos postos de trabalho. 

CAMIPÃO ENCERROU E NÃO PAGOU SALÁRIOS

A empresa Camipão, com sede em Vila Praia de Âncora, tinha 8 estabelecimentos de venda de pão e cafetaria abertos, emprega 65 trabalhadores e ontem encerrou todos os estabelecimentos. A empresa deve parte do salário de janeiro de 2020, deve o salário de fevereiro, subsídios de férias e Natal de 2019 e, a alguns trabalhadores, ainda deve subsídios de férias e Natal de 2018. Os trabalhadores não compreendem a situação da empresa pois sempre teve boas vendas nos seus estabelecimentos. A empresa encerrou sem informar os trabalhadores sobre os salários e o futuro da empresa. Os trabalhadores estão numa situação muito difícil, pois ficaram sem emprego, sem salário e sem qualquer proteção social. O sindicato já tinha solicitado a intervenção da ACT, mas esta ainda não interveio. Os trabalhadores estão a suspender os contratos de trabalho para obterem algum sustento para as suas famílias. Porto, 26 de março de 2020 A Direção